Lulu e o Brontossuro

Lulu e o Brontossuro

Judith Viorst

Language:

Pages: 126

ISBN: 2:00259246

Format: PDF / Kindle (mobi) / ePub


"Era uma vez uma menina chamada Lulu, e a Lulu era uma seca. Não era uma seca para comer. Não era uma seca para vestir. Era uma seca - uma grande seca - para tudo. Lulu era filha única e os pais davam-lhe tudo o que ela queria. E agora, adivinhem. Lulu queria TUDO. Toneladas de guloseimas. Toneladas de brinquedos. Toneladas de horas de desenhos animados. E se o pai e a mãe lhe dissessem (e raramente diziam), «Desculpa, querida, mas agora já chega», Lulu guinchava até que as lâmpadas explodissem, atirava-se para o chão e esbracejava e dava pontapés. E logo o pai e a mãe concordavam: «Está bem, só por esta vez», e lá lhe davam o que ela queria."

The Candle Man

This Is the Way the World Ends

This Hollow Union (Old Man's War: The End Of All Things, Book 2)

Servant of Life (The Loki Files #6)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma pessoa não pode ser um animal de estimação. N-U-N-C-A.” 63 “E eu tenho novidades para te dar”, respondeu o brontossauro, muito mais bem-educado do que a Lulu. “Vais ser a primeira pessoa de estimação de um animal. Parabéns por isso. E feliz aniversário, uma vez mais.” Estendeu a mão (ou o que lhe queiram chamar) e, com delicadeza, levantou Lulu do chão e deixou-a cair suavemente sobre o dorso. 64 “Segura-te bem, minha pequena pessoa de estimação”, disse. “Vou arrancar algumas folhas de

não ia a balançar a mala nem a cantar, e ainda que desejasse muito voltar a ver o pai e a mãe, e desejasse ainda mais NÃO ser uma pessoa de estimação, sentia-se um bocado mal por causa do brontossauro. (E eu também. Porque, apesar de ser eu quem escreve esta história, não gosto de o deixar assim, triste e abandonado, a dizer: “Volta, pessoa de estimação, volta.”) 81 capítulo doze 82 Foi então que, mais ou menos uma hora depois, Lulu começou a ouvir uma voz diferente e

em cima. “Esquece a comida e a surra”, disse Lulu, “e experimenta antes este lenço tão bonito.” Do interior da mala, tirou um lenço verde, comprido e esvoaçante. “Condiz com a cor dos teus olhos, e é teu se fizeres o favor de sair daí.” E a senhora tigre, feliz com o lenço verde enrolado à volta do seu pescoço às riscas pretas e cor-de-laranja, rosnou qualquer coisa que soava como um “muito obrigada” e retirou-se. E Lulu continuou a andar pela floresta. 86 Até que… bem, o que é que pensam que

e o brontossauro compreenderam que nenhum deles podia ser o animal de estimação do outro. Mas por que razão tinham de dizer adeus? “Anda, convido-te para comer uma fatia do meu bolo de anos”, disse a Lulu. “E eu agradeço”, respondeu o brontossauro. “Posso oferecer-te uma boleia?” 101 E foi a cavalo do brontossauro que Lulu chegou a casa. Quando o pai e a mãe ouviram o ruído das passadas do dinossauro no jardim, lembraram-se de Lulu e do seu aniversário. Felizmente para todos, o bolo estava

que não. Para demonstrar o quanto odiava, guinchou e guinchou e guinchou até que todas as lâmpadas da sala explodiram. “QUERO UM BRONTOSSAURO NOS MEUS ANOS”, “QUERO UM BRONTOSSAURO DE ES TIMAÇÃO!” 11 “Bem, talvez te possamos arranjar um bonito coelho de estimação”, disse a mãe. “Ou mesmo um bonito rato de estimação”, disse o pai. “Nãonãonãonãonãonãonão!”, guinchou a Lulu. “QUERO UM BRONTOSSAURO DE ES TIMAÇÃO!” E depois atirou-se para o chão e esperneou e esbracejou e guinchou ainda mais.

Download sample

Download